Renascer

Renascer.

 

    Que Oxalá abençoe a todos quantos seguem o trabalho desta casa e procuram nestas linhas algo que os motive à reflexão. Julho é quase findo e as férias estão aí, levando muitos de nós a  sonhar com  o descanso merecido após mais um ano de luta; e que ano este, cheio de surpresas nem sempre agradáveis!

     Renascer é sempre necessário! Esquecemo-nos tão facilmente da transitoriedade do mundo e da existência física, mesmo nós espíritas, umbandistas, ou qualquer que seja a denominação que nos queiram atribuir, que divulgamos e tentamos cultuar uma visão desapegada e despojada dos grilhões que o mundo material exerce sobre nossa consciência, mesmo assim, por vezes, distraímo-nos e tomamos como garantidos os caminhos sempre foram tortos porém virtuosos do Senhor! Quantas e quantas vezes nos perguntamos, se era mesmo necessário passar por mais uma dificuldade, desapontamento, perda... quantas vezes nos sentimos exasperados e cansados perante o recomeçar de uma obra que nunca está acabada?

     -E poderia ser de outra forma?

     -Não é o livre arbítrio uma premissa essencial da caminhada do espírito?

 

     Assim sendo, teremos que nos resignar com as constantes inflexões no caminho da iluminação que cada um parece fazer... afinal, nem sempre o que reluz é ouro, ou melhor dizendo.. nem sempre será LUZ!

     Dizer que se sente amor, não é o mesmo que amar, dizer que se entende não equivale a entender, dizer que confiamos só terá valor quando efectivamente estivermos desafiados em nossas crenças e aí então sim... podemos confiar... ou não!

     Afinal o ser humano é tão volúvel! Frágil no seu amor e na sua crença... e no entanto poderá ser forte se o permitir! Mas ainda assim, todos os nossos actos contam como um ínfimo grão de pó na imensidão do deserto. Aquilo que no interior de um indivíduo fez sentido ontem deixou de o fazer hoje devido às circunstâncias. E como as circunstancias parecem mudar para testar a essência de cada um!

     Esse é o caminho da iluminação. A dúvida e a dificuldade constituem a peneira que separa o trigo do joio! constituem simultaneamente a ferramenta do Mestre, polindo com dor umas vezes e a paixão outras tantas, a vontade e o entendimento do indivíduo encarnado.

     Não desesperemos pois! Este é o caminho! E como sempre.... vem a bonança após a borrasca. Uma nova luz nos ilumina agora!

     A paz e o conforto serão sempre limitados no tempo, sabemos bem, pois novas provas virão...Pedimos por isso força e resignação ao altíssimo para podermos fazer esta que é A Viagem. Renascendo todos os dias para a Luz.

 

F.M.

Pai Pequeno

Terreiro de Pai Oxalá e Mãe Iemanjá

 


 

 

publicado por galileu às 16:17 | comentar | favorito
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